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quarta-feira, 19 de março de 2014

Jean Wyllys - Deputado Federal do PSOL - protocola projeto de lei que regulariza a produção e comercialização da maconha

Em instantes, vou protocolar na Câmara um projeto de lei que regula a produção e comercialização da maconha — que passará a ser uma droga lícita como o álcool e o tabaco —, descriminaliza a posse de qualquer tipo de droga para consumo pessoal e o auto cultivo, dispõe sobre as políticas de redução de danos e faz outras importantes mudanças na política de drogas do Brasil.

Para mudar, é preciso ter coragem!

O parlamento brasileiro precisa reconhecer que a política de "guerra às drogas" é um fracasso e só produz violência, morte e criminalização da pobreza. Existe, por um lado, uma legislação que proíbe a maconha e as outras drogas, cuja ineficácia prática é incontestável, e por outro lado, todo um sistema de produção e comercialização que funciona, sem qualquer impedimento, no mundo real. Cada pessoa que é presa ou executada sem direito de defesa pela polícia ou por uma facção rival — quase sempre pobres, favelados e na maioria dos casos jovens e negros; quase sempre aqueles que têm a menor responsabilidade e os menores lucros, na ponta — é substituída por outra e o tráfico ilegal continua. Milhares de pessoas morrem por causa disso, milhares vivem armadas, clandestinas, exercendo a violência, muitas são presas e, na cadeia, submetidas a condições desumanas e a situações de violência idênticas ou piores às que sofriam em “liberdade”, mas o sistema continua funcionando.

Enquanto isso, ninguém sabe a composição da droga que é vendida, sua qualidade não passa por qualquer tipo de fiscalização nem precisa se adequar a nenhuma norma, o consumidor não recebe qualquer tipo de informação relevante para a sua saúde e segurança, diversos processos de industrialização (como o prensado de maconha para fumo com amônia, altamente tóxica) são realizados sem qualquer fiscalização. Não há restrições à venda que impeçam o acesso dos menores de idade a esse comércio ilegal — seja como compradores, seja como vendedores ou “soldados” do tráfico. Está tudo errado!

Eu sei que meu projeto será polêmico, e espero que essa polêmica sirva para provocar um debate nacional sério e responsável sobre a política de drogas. Outros países têm mudado e o Brasil também precisa mudar.

Peço a vocês que estão em contato comigo através dessa rede que dediquem alguns minutos do seu tempo para ler meu projeto, que foi construído junto aos movimentos sociais, os especialistas e muita gente que trabalha seriamente há anos nesse tema — e reflitam sobre o tema! E espero que vocês participem ativamente desse debate! Conto com vocês!

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

PSOL vai representar contra SBT e jornalista por apologia ao crime

O líder Ivan Valente defende total liberdade de imprensa, mas afirmou que esta liberdade não é permissão para mandar torturar.

O PSOL vai protocolar representação, no Ministério Público, contra o SBT e a apresentadora Rachel Sheherazade por crime de apologia ao crime. No jornal “SBT Brasil”, da última terça-feira (4), Sheherazade exaltou a atitude de “justiceiros”, do bairro do Flamengo, no Rio de Janeiro (RJ), que tiraram a roupa de um menor, cortaram parte da sua orelha e o acorrentaram pelo pescoço a um poste. O adolescente havia praticado furtos na região.

De acordo com o líder do PSOL na Câmara, deputado Ivan Valente, a jornalista e o SBT fizeram incitação ao crime, à tortura e ao linchamento. “Em pleno meio de comunicação, em horário nobre, foi feita a apologia de crime. Essa jornalista simplesmente disse que tem razão os vingadores que fizeram justiça com as próprias mãos, em torturar, porque a polícia para ela está desmoralizada, a Justiça não opera e é necessário voltar ao velho oeste e fazer justiça com as próprias mãos”.

Não é a primeira vez que Rachel Sheherazade causa polêmicas. O deputado lembrou que, recentemente, ela “analisou as peripécias do cantor Justin Bieber” – que dirigiu alcoolizado e em alta velocidade nos Estados Unidos e pichou muros no Rio de Janeiro – classificando-as como “coisas de adolescente”.

Ivan Valente disse ainda ser a favor da liberdade de imprensa, mas que esta não pode ser desculpa para práticas abusivas. Segundo ele, uma regulação da mídia brasileira deve começar com a democratização dos meios de comunicação e fim dos monopólios no sistema.

“Defendo total liberdade de imprensa, mas não a liberdade para mandar torturar, matar, assassinar e fazer justiça com as próprias mãos e ser anticonstitucional, ilegal e aplaudida, para quê? Atrás do ibope, atrás do medo da população, da marginalidade, atrás daquilo que não se investe em saúde, em educação, em mobilidade urbana, em resposta à pobreza que está aí?”.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Exclusivo: deputado Jean Wyllys vai colocar legalização da maconha na pauta do Congresso


“Defendo a legalização e a regulamentação da maconha no Brasil”

Publicado originalmente em: http://rollingstone.uol.com.br/noticia/exclusivo-deputado-jean-wyllys-vai-colocar-legalizacao-da-maconha-na-pauta-do-congresso/
Por Antonio Burani.


No momento em que o nosso vizinho Uruguai começa a regulamentar a rotina da legalização da maconha, o Congresso Nacional brasileiro se prepara para entrar de cabeça no debate. Está na fila de prioridades do Senado a votação de um Projeto de Lei já aprovado na Câmara que segue no caminho diametralmente oposto ao da liberação da erva. De autoria do deputado Osmar Terra (PMDB-RS), o Projeto de Lei 7663/2010 trata da intensificação das penalidades para traficantes de drogas e deixa em aberto qual a quantidade limite que separa o criminoso do usuário. Para fazer frente ao que considera “um projeto pavoroso”, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) apresentará um PL para legalizar a maconha no Brasil. A ideia, que está em fase final de preparação, promete incendiar a discussão na arena política e colocar a maconha na ordem do dia do debate eleitoral. Em entrevista exclusiva, Wyllys contou mais detalhes do projeto à Rolling Stone Brasil.

Qual é a inspiração e a base do seu projeto?
Defendo a legalização e a regulamentação da maconha no Brasil. As bases do projeto serão as experiências de Portugal e Espanha. Na Espanha, a maconha é comercializada em clubes específicos para essa finalidade e as pessoas precisam se associar. Uma vez feito isso, podem usar lá mesmo ou levar uma quantidade para casa. O Estado controla a qualidade e a quantidade do tudo que é plantado. Com isso se controla o tráfico. Começamos a estudar isso no final do ano passado.

Como avalia o projeto do deputado Osmar Terra, que prevê penas maiores para traficantes e internação compulsória de viciados?
É um projeto pavoroso, um retrocesso. Ele segue na contramão. Não distingue uso de abuso. Tentei aprovar uma emenda ao projeto dele para colocar aviso no rótulo das bebidas sobre os riscos do abuso do álcool, mas foi vetado. Isso mostra que não há o interesse genuíno de combater.

Os críticos da legalização dizem que o uso regular da maconha pode desencadear problemas psiquiátricos em pessoas que têm predisposição a isso. Dizem também que a maconha é a porta de entrada para outras drogas...
Dizer que a maconha é a porta de entrada para outras drogas é um discurso demagógico. Nem todo mundo que usa uma droga parte para outra. Mas se isso fosse verdade, a droga de entrada não seria a maconha. Seria o álcool. Meu pai era alcoólatra, não passava um dia sem beber. Morreu de alcoolismo. Eu bebo socialmente e não sou igual ao meu pai. No caso da predisposição, existem mais pessoas que tem propensão ao alcoolismo do que ao vício em maconha. O usuário da maconha não pode ser comparado ao usuário do crack.
Acha que, com a atual configuração do Congresso Nacional, existe alguma chance do seu projeto ser aprovado?

Se a gente ficar pensando na configuração do Congresso, não faz nada no Brasil.

Primeiro programa do PSOL em 2014 vai ao ar nesta quinta-feira, em cadeia nacional de rádio e TV

O pré-candidato à Presidência pelo PSOL, senador Randolfe Rodrigues, e a ex-deputada federal Luciana Genro apresentam as linhas gerais das propostas do partido e fazem crítica à subserviência do governo ao mercado financeiro, em detrimento de investimentos na área social. No rádio o programa será transmitido às 20h e na TV às 20h30.
Leonor Costa, do site do PSOL Nacional
O Brasil inteiro terá a oportunidade de assistir na noite desta quinta-feira (06) as propostas de mudanças que o PSOL tem para apresentar ao país. Em cadeia nacional de rádio e TV vai ao ar o primeiro programa gratuito do PSOL em 2014. Nas emissoras de rádio AM e FM o programa será veiculado às 20h e nos canais abertos de televisão será transmitido às 20h30.
Durante os 5 minutos de programa – tempo definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – o pré-candidato à Presidência pelo PSOL, senador Randolfe Rodrigues, e a ex-deputada feral Luciana Genro apresentarão as linhas gerais programáticas do PSOL e as propostas de mudança que a legenda tem para apresentar ao país. Gravado em dois extremos do Brasil – no Oiapoque (extremo norte do Amapá) e no Chuí (extremo sul do Rio Grande do Sul) – o programa pretende reforçar o caráter nacional do PSOL e a sua preocupação com os problemas de todas as regiões do Brasil.
No programa, também será destacado o intenso trabalho da bancada do PSOL no Congresso Nacional, formada pelos deputados Ivan Valente, Chico Alencar e Jean Wyllys e pelo senador Randolfe, contra os ataques das bancadas fundamentalista, do agronegócio e dos grandes empresários. Nos 5 minutos não faltarão críticas à política econômica do governo, que prioriza o pagamento de juros da dívida e do superávit primário em detrimento de investimentos em programas sociais e na saúde e educação públicas.
Com um trecho gravado em Altamira, no Pará, o programa do PSOL faz, ainda, duras críticas à política do governo federal de investimento do dinheiro público em grandes construções como a da Usina de Belo Monte.

Não perca o programa do PSOL, nesta quinta-feira, 6 de fevereiro.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Inserção de TV 2014. PSOL Pelotas- Programa Educação.

Veja no blog do PSOL as inserções de TV do PSOL Pelotas que irão ao ar no inicio de fevereiro. Compartilhe em suas redes sociais. 

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

PROTESTO CONTRA O AUMENTO DA PASSAGEM



O ano de 2013 foi marcado por grandes mobilizações populares e muitas vitórias como a redução das passagens em muitas cidades e a queda da PEC 37. Mas alguns meses depois os governos parecem ter esquecido a força do povo e voltam suas costas novamente para a população.

Em Pelotas Eduardo Leite decretou a suba da tarifa do transporte coletivo para R$2,75, esse foi o presente de natal do povo de Pelotas.

Ainda almeja colocar estudantes contra a população, reduzindo a passagem escolar para R$1,10. Tentando, ao mesmo tempo e de forma velada, garantir o aumento do lucro dos empresários e evitar os protestos.

Temos que dar a resposta nas ruas, vem pra rua, participe!

PROTESTO CONTRA O AUMENTO DA PASSAGEM
17/12, 18H, NO Chafariz do Calçadão. Vamos juntos barrar o aumento da passagem. 

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Marcha das Vadias - Pelotas. Participe!!

DIA 9 DE NOVEMBRO: MARCHA DAS VADIAS PELOTAS! Concentração no Chafariz do calçadão.
Evento no facebook: https://www.facebook.com/events/416762528449361/?ref=22

Sexta, dia 31/10, às 17h, Roda de Conversa no IFISP sobre a Marcha.
Terça, dia 05/11, às 12h30, no Salão da FAEM, Roda de Conversa sobre a Diversidade na UFPel.

A Revolta de Junho - Documentário

Assista o excelente documentário, produzido pela Fundação Lauro Campos, a "Revolta de Junho."

Programa PSOL 2013

Assista a propaganda gratuita do PSOL - 2013!

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Petição online: Pelo pagamento do piso nacional dos professores e contra o ensino politécnico de Tarso.

Se você acredita que os professores (as) do magistério estadual do RS merecem o pagamento da Lei do Piso Nacional dos professores e que o ensino politécnico apresentado pelo governo Tarso Genro não condiz com a realidade da educação do estado do RS, assine a petição e compartilhe. A educação precisa de tod@s nós!! Para assinar, é só clicar no link abaixo.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Ato em defesa da educação. Todo apoio à greve do magistério estadual.


Sobre o Mais Médicos, a esquerda, racismo e xenofobia

Por Roberta Mello e Winnie Bueno


Esse texto é uma tentativa muito rudimentar de propor um diálogo sobre os últimos acontecimentos relacionados a estes temas. Logo, por se tratar de uma proposta de diálogo, ele não é um texto acabado. Toda e qualquer linha do que escrevemos aqui é passível de concertações, indagações, problematizações e toda a forma de intervenção que aqueles que se derem ao trabalho de ler quiserem fazer. E vai dar trabalho porque o texto é longo.
  Começamos discutindo o que compreendemos do programa Mais Médicos. Primeiramente é necessário salientar que essa iniciativa do governo federal não foi discutida com a sociedade civil. Ele chegou assim, pronto. Com uma série de perspectivas para melhorar a saúde pública no país, que vão desde (segundo as promessas do programa) investimento em infraestrutura nos hospitais e postos de saúde até aumento de vagas nas faculdades de medicina. Cabe destacar, que esse programa é uma medida do governo em resposta aos levantes de junho e julho, onde a população saiu às ruas por diversas reivindicações, entre elas, melhorias na saúde.
 A primeira das variadas estratégias que o programa apresenta é remanejar médicos para os municípios em que há escassez dos mesmos. Precisamos, nesse ponto, parar e refletir sobre algumas questões. É fato que existem localidades que se quer possuem médicos. É uma realidade para muitos brasileiros e brasileiras não conhecer um médico. Não conhecer nenhum profissional da área da saúde. E porque isso acontece? É em função dos médicos que não querem trabalhar no sertão? Ou é  motivado pelas péssimas condições de trabalho que não permitem que os trabalhadores da saúde desempenhem suas profissões? Ou ainda, por questões mais intricadas?
Para nós o problema começa no modelo de educação. A formação profissional de médicos visa (como tudo num sistema capitalista) lucro. A medicina é a profissão mais sonhada nas famílias brasileiras não porque ela é bonita, não porque o filho ou a filha vão salvar vidas. É valorizada porque dá dinheiro. Dinheiro e status. Salvar vidas é um pensamento secundário, ele tá ali, do lado, mas primeiro queremos dinheiro, queremos conforto, queremos status. Queremos porque o capital nos impõe isso, nos impõe consumir, consumir muito e para tanto é imprescindível ter dinheiro. Nas faculdades de medicina o currículo não da conta da saúde da mulher, população negra, muito menos da população indígena. Se a intenção é “moralizar” essa categoria, nem de longe essa ação tem efeito! A moralização de uma formação mais humanitária passa por uma revisão no currículo do curso, e na construção de uma atuação profissional mais ligada as demandas do povo.
O governo tentou implementar uma medida de aumento no tempo de graduação que não iria solucionar a falta de humanização no atendimento, não iria porque não há se quer incentivo para que se aprimore o atendimento básico. Médicos receitam fórmulas farmacêuticas, ignoram os saberes tradicionais(porque assim aprendem nas universidades) e não tem preparo para lidar com pessoas. Se preparam para tratar doenças e não gente.  E o que tudo isso tem a ver com o programa mais médicos? Muito! É por esses fatores também que os recém formados não querem ir trabalhar no interior do interior do Brasil, tanto é assim que a  primeira etapa do ciclo de aumento de médicos nas localidades mais longínquas do país não foi atendido pelos médicos brasileiros.

A Setorial de Mulheres do PSol Pelotas convida a todas/os para Cine-Debate sobre o Dia da Visibilidade Lésbica.

As mulheres homossexuais sofrem com uma combinação de opressões explosiva, o machismo e a homofobia. A luta derrubou o projeto chamado de "cura gay" do deputado Marcos Feliciano, e o Psol acredita que somente a luta conquistará mais avanços, para que todas/os possam expressar sua sexualidade livremente.

Por isso venha discutir e lutar com a gente!

* Evento aberto a simpatizantes.