Mostrando postagens com marcador Luciana Genro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Luciana Genro. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Luciana Genro em Pelotas.

Em alguns dias teremos a visita de Luciana Genro, candidata do PSOL à Presidência da república,  à cidade de Pelotas! Nos próximos dias divulgaremos mais informações!

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Por mais esporte Popular!


O esporte precisa ser compreendido como instrumento de inclusão e desenvolvimento. O Brasil está diante de uma janela de oportunidade que, infelizmente, está sendo desperdiçada. Os jogos Panamericanos, a Copa e a Olimpíada deveriam estar inseridos em um grande plano nacional de ampliação e fortalecimento do esporte brasileiro. Em todas as escolas, campinhos e quadras há um campeão em potencial. É obrigação do governo dar oportunidade a esses jovens, seja com investimento em instalações e equipamentos esportivos públicos e de qualidade, seja com assistência através de bolsas de custeio.
#LucianaGenro50
#Equipe50

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Bate Papo das Juventudes com Luciana Genro

Para participar, basta clicar no link www.lucianagenro.com.br/aovivo

Democracia e Participação Popular - PSOL 50


As mobilizações de junho de 2013 demonstraram a crise de representação da política tradicional e suas instituições, especialmente para as novas gerações. O PSOL quer se apresentar como o partido que na disputa institucional defende a ideia de que o poder vem das ruas e para isso defenderá uma profunda democratização do poder.

Por isso, em nosso governo, iremos refundar as instituições apodrecidas e vazias de representatividade, para que correspondam à vontade popular, através de uma profunda reforma política. Criaremos mecanismos de democracia direta, que permitam ao povo tomar a política e a economia em suas próprias mãos, para colocá-las a serviço dos interesses da maioria. Da mesma forma, a revogabilidade dos mandatos dos políticos será um instrumento fundamental na construção de uma viva e participativa democracia.

O povo acordou por democracia real já!

Você tem opção, você tem o PSOL!

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Militância por ideal!


Para mudar radicalmente esse sistema político que não nos representa e é incapaz de dar vazão aos nossos sonhos é necessário fazer uma reforma política. São várias as propostas para radicalizar a nossa democracia. Entre elas, defendemos a proibição da contratação de cabos eleitorais pelas campanhas políticas.

Por que um candidato precisa pagar para ter pessoas ao seu lado entregando seus panfletos? Se não é capaz de agregar uma militância que de fato acredite em seus projetos, como pode ser capaz de governar? Queremos que o processo eleitoral tenha como centro o debate de ideias e não a capacidade financeira das candidaturas. Reforma política já!

MANIFESTO LUCIANA GENRO PRESIDENTA

Intelectuais e dirigentes ligados ao PSOL, como Vladimir Safatle, Ricardo Antunes, Márcia Tiburi, Mathias Seibel e Maurício Costa tomaram a iniciativa de fazer um abaixo-assinado em apoio à candidatura de Luciana Genro presidenta. Importantes adesões de intelectuais e professores universitários já começaram a chegar.
A primeira que destacamos com orgulho é a de Plínio de Arruda Sampaio, que ainda em vida, mesmo hospitalizado, foi consultado por seu filho Plínio de Arruda Sampaio Júnior, e aderiu com entusiasmo, junto com Plininho. Além dele, Leandro Konder também nos honra com sua assinatura.
Outros nomes que não têm vinculação com o PSOL também já enviaram seu apoio como o jurista Fábio Konder Comparato, o filósofo Roberto Romano, o sociólogo Lúcio Flávio Pinto e os juristas Alysson Mascaro e Salo de Carvalho. Apoios de intelectuais de fora do Brasil também já começaram a chegar como de Michel Lowÿ, Gilbert Achcar, Robert Brenner e Susan Weissman.
Confira a lista dos primeiros signatários e mande o seu apoio também, o Manifesto é aberto à adesão de todos!

MANIFESTO LUCIANA GENRO PRESIDENTA

As manifestações de junho de 2013 abriram as portas da história do Brasil para a mudança. De lá pra cá, nas ruas de todo o país houve uma importante retomada das mobilizações populares como protagonistas da política nacional. Os seguidos protestos que hoje vivenciamos colocam em questão as insuficiências e limites estruturais do atual modelo político e econômico no qual prevalecem os interesses de uma minoria de privilegiados sobre a maioria da população. Mais do que isso: mostram que a população já não aceita mais a simples troca de gerentes para um mesmo projeto, é urgente uma alternativa real.
Diante das eleições que se avizinham em que o poder econômico mais uma vez se expressará em máquinas eleitorais invariavelmente comprometidas com os interesses de seus financiadores, urge a construção de um contraponto que apresente de forma cristalina e independente um programa de mudanças estruturais promotoras de uma verdadeira inversão de prioridades em que a justiça social e a construção de um modelo de desenvolvimento ecologicamente justo estejam no centro. Um projeto que questione a continuidade do Sistema da Dívida, que drena 40% do orçamento para sustentar os ganhos astronômicos dos bancos e especuladores e que ponha do avesso o atual sistema tributário que sacrifica o assalariado e protege quem acumula grandes quantidades de riqueza. Esta mudança é especialmente importante no que toca à saúde e à educação pública do país que precisa concretizar o aumento de verbas do PNE e valorizar seus servidores do nível básico ao superior.
É necessário também um projeto que faça o contraponto firme à reação conservadora frente aos avanços exigidos pela cidadania no campo dos costumes, como os direitos da população LGBT, o debate franco e sem preconceitos sobre temas como a famigerada guerra às drogas — que só gera violência e corrupção — a descriminalização e regulação do uso da maconha, os direitos das mulheres, dos negros e indígenas. É preciso um projeto corajoso de Brasil soberano que esteja em sintonia com a necessidade de reconstruir em novas bases os processos de participação democrática e estimular a mobilização permanente das forças sociais em defesa dos direitos e liberdades civis que tanto foram reclamados nas ruas. Um projeto que esteja a serviço da construção de um Poder Popular.

Por sua história de coerência e luta em defesa dos trabalhadores e da juventude, Luciana Genro é o nome que está à altura desse grande desafio que é dar voz à demanda de mudanças que o Brasil exige nas ruas. Não foi por vinte centavos, foi por direitos! Não é somente por uma eleição, é por direitos! É por um projeto novo, socialista e libertário que votamos em Luciana Genro para presidenta do Brasil.

Primeiros signatários
  1. Plínio de Arruda Sampaio (in memoriam)

terça-feira, 22 de julho de 2014

Parto Humanizado

Garantir às gestantes informação adequada, assistência, acompanhamento médico e um parto humanizado é fundamental. Infelizmente, muitas mulheres são vítimas de violência obstétrica, uma violência que pode resultar em sequelas emocionais e físicas ou até mesmo em morte. O PSOL, através do deputado federal Jean Wyllys protocolou o Projeto de Lei 7633/2014, que torna obrigatórios os procedimentos de humanização do parto, dando proteção e respeito às mães e aos bebês.


"Legalização da maconha é imperativa", diz Luciana Genro

Um pouco mais sobre a nossa proposta de tributar os mais ricos

Por Luciana Genro


O Atlas da exclusão social, organizado pelo economista Mário Pochmann, identificou que as 5 mil famílias mais ricas do Brasil (0,001%) possuem uma riqueza acumulada equivalente a 42% do PIB do país. Considerando o PIB de 2013 este valor seria de mais de R$ 2 trilhões concentrados nas mãos (e contas bancárias) destas 5 mil famílias. O dado confere com reportagem do Jornal Valor Econômico (02/09/2013) que afirma que os “gestores de patrimônio” que oferecem “consultoria personalizada para montagem de portfólio a famílias de alto patrimônio” tinham, até junho de 2013 exatamente 5.826 clientes. Estes gestores administravam, na ocasião, R$ 58,87 bilhões, número que havia crescido quase 10% no primeiro semestre de 2013. Os demais bilhões destes ricaços devem estar em imóveis, jóias, obras de arte, etc. Recentemente a Revista Forbes divulgou ainda que as 15 famílias mais ricas possuem uma riqueza equivalente a US$ 122 bilhões, e entre elas estão donos de meios de comunicação, bancos e empreiteiras.

Se o Imposto sobre as Grandes Fortunas fosse implementado atingindo somente quem tem riqueza acumulada acima de R$ 50 milhões com uma alíquota de 5% (incidente apenas sobre a parcela de riqueza que excede estes R$ 50 milhões) se poderia arrecadar R$ 90 bilhões ao ano, o equivalente a todo o superávit primário (economia) feito pelo país para pagar os juros da dívida, dinheiro aliás que vai exatamente engordar os ganhos destes 5.826 clientes dos gestores de patrimônio. Além de não pagar, eles recebem!


segunda-feira, 21 de julho de 2014

Luciana Genro adotará proposta de Reforma Política apresentada pela OAB

Por Redação #Equipe50

Foto Sul 21
A candidata do PSOL à Presidência da República, Luciana Genro, definiu que adotará o projeto de Reforma Política da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), elaborado em parceria com a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil e movimentos sociais, como a sua proposta de reforma do sistema político-eleitoral. A medida modifica as regras eleitorais no país e traz duas alterações consideradas fundamentais pela campanha do PSOL: o fim do financiamento privado de campanha e normas mais justas para a repartição do tempo de televisão das candidaturas.

Na última quinta-feira, 16 de julho, Luciana Genro se reuniu com a diretoria do Conselho Federal da OAB para expressar apoio ao texto. “O projeto ataca uma das principais distorções do processo eleitoral, que é a dominação pelo poder econômico”, observou a candidata.

Novas regras para financiamento e tempo de TV

O artigo 17 da proposta estabelece que “as campanhas eleitorais serão financiadas por doações realizadas por pessoas físicas pelo Fundo Democrático de Campanhas, gerido pelo Tribunal Superior Eleitoral e constituído de recursos do Orçamento Geral da União, multas administrativas e penalidades eleitorais”. E o artigo 17-A deixa claro que “as pessoas jurídicas são proibidas de efetuar, direta ou indiretamente, doações para as campanhas eleitorais”.

A medida ainda determina que cada eleitor poderá doar aos partidos políticos ou coligações “até o valor total de R$ 700,00”. Essas doações poderão ser feitas somente através da página oficial do Tribunal Superior Eleitoral na internet e terão divulgação em tempo real.

O projeto da OAB também altera as regras para a distribuição do tempo que cada candidatura majoritária possui na propaganda eleitoral gratuita em rádio e televisão. Atualmente, o critério utilizado é o número de deputados federais eleitos pelo partido. No caso de uma coligação, soma-se o tempo destinado a cada legenda.

Com a aprovação da proposta da OAB, a regra passa a valer somente para o partido que possuir a cabeça de chapa da coligação. Luciana Genro explica que, desta forma, os partidos deixarão de fazer alianças espúrias somente para conquistar mais tempo na televisão. “Neste sentido, o projeto contribui para enfraquecer a política do balcão de negócios, em que os partidos negociam apoios trocando tempo de TV por cargos e ministérios”, observa a candidata do PSOL à Presidência da República.
Clique aqui para acessar a íntegra do projeto de reforma política proposto pela OAB.

Movimentos sociais promovem Plebiscito Popular

No mesmo sentido, Luciana Genro apoia a iniciativa de movimentos sociais que realizam plebiscito popular de 1˚ a 7 de setembro para consultar sobre a realização de uma Assembleia Nacional Constituinte exclusiva para a Reforma do Sistema Político. “A participação direta da população, em uma campanha mais equilibrada em termos de recursos e tempo de TV, promoverá as mudanças que o país clama”, apontou Luciana.




sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Luciana Genro: “Às vezes, a política nos causa nojo”

Entrevista de Luciana Genro, publicada no site Sul 21.
http://www.sul21.com.br/jornal/luciana-genro-vezes-politica-nos-causa-nojo/

Por Fernanda Morena

Ex-deputada federal e uma das fundadoras do PSOL, Luciana Genro é a pré-candidata à vice-presidência da chapa encabeçada pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP). Em 2003, Luciana foi expulsa do PT ao lado de Heloísa Helena, Babá e João Fontes, os parlamentares que votaram contra a reforma da previdência. Chamados de “radicais” dentro do Partido dos Trabalhadores, os expulsos formaram o Partido Socialismo e Liberdade, uma legenda que Luciana diz ser “socialista não só no nome”.

Impossibilitada de concorrer no Rio Grande do Sul em função do seu pai, Tarso Genro, ser governador do estado, Luciana buscava ser a opção do PSOL no pleito nacional pela presidência. Acabou perdendo na convenção partidária em dezembro para Rodrigues, com quem travou fortes embates pela “diferente visão política”. No último dia 12, publicou uma carta aberta aos militantes do Partido dizendo que aceitava ser vice na chapa com Randolfe.
Em entrevista ao Sul21, a ex-deputada fala sobre sua visão para o Brasil, as mobilizações sociais, seu futuro na política e a decepção com Brasília: “às vezes, a política nos causa nojo”, lamenta.

Sul21-  Na convenção de dezembro, tu eras oposição ao Randolfe pela liderança da chapa.
Luciana – Sim. A gente fez um embate interno, político, a respeito da melhor tática pro Psol nessas eleições, até mesmo a respeito de questões estratégicas. Esse debate segue. E a minha presença na chapa é uma forma de compor as diferentes visões que existem dentro do partido. Elas não são visões antagônicas, mas são diferentes; diferem a respeito de qual a melhor forma de construir um partido de esquerda diante da situação política do Brasil — particularmente depois do que aconteceu em junho do ano passado, que é, para nós, um divisor de águas no que está ocorrendo na situação política.

Sul21- No que tu e o senador Randolfe mais discordam? Chega a um ponto de um ter de ceder para acomodar as visões do outro?
Luciana – Não é uma questão de um ou outro ceder. Digamos que nós representamos posições políticas que se expressam de formas diferentes dentro do partido. Isso tem a ver com a discussão de programa de governo, que a gente ainda não aprofundou no Psol – a gente vai começar agora com seminários que vão ocorrer  nas principais capitais para chamar militância para debater o programa. Então aí provavelmente vão se manifestar diferenças. Tivemos diferenças a respeito de políticas de alianças – os debates foram bastante acirrados neste tema.

Sul 21 – Alguma aliança já determinada?
Luciana – A gente está discutindo com o PSTU e o PCB, os únicos dois partidos que fazem uma oposição pela esquerda ao PT. Estamos debatendo a possibilidade de fazer essa aliança. Ainda não se tem uma definição sobre isso.

Sul21- E essa discussão com o Randolfe? Ele defendeu aliança com DEM, PSDB no norte do país nas últimas eleições municipais, em 2012.
Luciana – Ele não chega a defender isso, mas ele tem um arco de aliança mais amplo do que, digamos, aquele que eu defendo. Acho que agora não é o momento de ressaltar as diferenças. É o momento de ressaltar a unidade. Foi isso que tentei fazer nessa carta aberta aos militantes do Psol, enfatizando que a gente tem um grande acordo político dentro do Psol que envolve todas as correntes: construir uma alternativa à esquerda do PT. As táticas de construção dessa alternativa podem se expressar de forma variada, mas termos esse acordo sobre a construção do partido estar conectada com as ruas, com os movimentos sociais, com a insatisfação popular e principalmente juvenil com a política tradicional, é muito importante.

Sul21- Vocês estão de acordo nessas questões?
Luciana – Isso foi o que me animou a aceitar ser vice do Randolfe e a seguir dentro do Psol — e dentro da própria campanha eleitoral –, defendendo as minhas ideias e as ideias que eu represento. Podem não ser exatamente as mesmas [ideias] dele, mas que, a partir desse grande acordo político, dessa necessidade política, desdobram-se as táticas que a gente vai aplicando para construir o Psol.

Socialismo não só no nome, mas na política econômica

Sul21 – Como tu vês o Psol no pleito?
Luciana – Minha preocupação nesse documento político, em que aceitei ser vice, foi o de elencar alguns temas que acredito que são importantes para que o Psol se diferencie da oposição que, na essência, não é oposição a Dilma – que é o Eduardo Campos (PSB-PE) e o Aécio Neves (PSDB-MG). Porque esses dois, e junto com eles a Marina [Silva (PSB-AC)], representam matizes de um mesmo modelo político e econômico.

Sul21- O que tu, Luciana, levas como programa de governo teu para a chapa?
Luciana- Então, a primeira definição que eu acredito ser necessária é que o Psol não é um partido socialista só no nome. A política econômica que o partido vai desenvolver tem que apresentar propostas de transição para combater a lógica econômica que vigora no Brasil, que é a lógica capitalista. A lógica da mercadoria se sobrepondo aos interesses do ser humano. Claro que não se pode propor numa campanha eleitoral que vai se implantar o socialismo no Brasil. O socialismo não se implanta a partir de um processo meramente eleitoral. Pode, contudo, comprometer-se com medidas de transição, que apontam para uma dinâmica de construção socialista.

Sul21 – Que medidas são essas?
Luciana – Começar, por exemplo, com auditoria e suspensão de pagamento da dívida pública. Isso me aprece algo que parece ser central na política de governo do Psol. O exemplo do Equador é eloquente para mostrar que isso pode ser feito sem que o país se isole completamente da economia mundial, muito embora a gente saiba que a economia mundial é capitalista e que o país está submetido aos interesses do capital financeiro que domina a economia mundial. O fato de o Equador ter feito uma auditoria, uma suspensão do pagamento e, consequentemente, uma renegociação da dívida, demonstra que isso pode ser feito, sem cair no isolamento ou numa crise financeira de grandes proporções. A outra questão fundamental é o combate à concentração de riqueza. Fala-se muito que o Brasil e o governo Lula/Dilma criaram uma nova classe média. Isso é uma mentira deslavada.

Sul21 – Foi a pobreza que diminuiu?
Luciana – É verdade que a pobreza foi reduzida e que setores que estavam antes completamente excluídos do mercado de consumo conseguiram ter um nível de consumo mínimo. Mínimo. Esse “sair da miséria”, às vezes, é ligado a um aumento de R$ 10 no Bolsa Família, que, nos índices do governo, apontam para uma saída da miséria. Essa saída nem sempre é real, porque R$ 10 não tiram uma pessoa da miséria efetivamente. Ou mesmo que sejam R$ 50. São pessoas que saíram de um patamar de miséria absoluta para uma miséria controlada.

Sul21 – O que acontece com o auxílio?
Luciana – Essas políticas de transferência de renda, como o Bolsa Família, são necessárias, mas insuficientes. Elas são facilmente derrubáveis pela situação econômica do país. O país não fez mudanças estruturais na economia e na concentração de renda. Quer dizer, continuou o setor financeiro concentrando a maior parte da riqueza do país. Inclusive é de se notar que, antes do Lula, as 500 maiores empresas do Brasil concentravam um percentual do PIB igual aos 50 maiores bancos. Depois do Lula, essa diferença aumentou, e os 50 maiores bancos concentram mais riqueza do que as 500 maiores empresas. Isso demonstra que não foram feitas mudanças estruturais.

Sul21 – Isso afeta a situação social das famílias que recebem o auxílio?
Luciana – O Brasil fica vulnerável aos humores dos mercados, e esses ganhos que foram obtidos em termos de política social e aumento do salário mínimo, eles se perdem quando a situação econômica se agrava. Indicadores que melhoraram durante o governo Lula em termos de redução da pobreza já começaram a piorar em 2008 com a crise internacional.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

PSOL quer suspender atuação das Forças Armadas em manifestações

Para a bancada do partido, portaria do governo federal tem por objetivo constranger a população a não se manifestar.

A bancada do PSOL apresentou projeto para suspender portaria do governo federal que autoriza a atuação das Forças Armadas em manifestações. O documento do Executivo permite que as Forças Armadas atuem nas chamadas operações de segurança pública, o que inclui manifestações populares, como as ocorridas no ano passado. Para o PSOL, a portaria tem por objetivo constranger a população a não se manifestar, já que permite que as Forças Armadas atuem na repressão aos movimentos sociais.


O Projeto de Decreto Legislativo nº 1.441/2014, protocolado nesta terça-feira, 4, pelos deputados do PSOL, Ivan Valente (SP), Chico Alencar (RJ) e Jean Wyllys (RJ), visa sustar a Portaria 186/2014, do Ministério da Defesa, chamada de “Garantia da Lei e da Ordem” e que disciplina a atuação das Forças Armadas em manifestações populares.
A Portaria 186 revoga a nº 3.461/2013, também do Ministério da Defesa, publicada no dia 20 de dezembro, que classificava as manifestações como “forças oponentes”. Esse texto afirmava que manifestações em vias públicas e ocupações de prédios deveriam ser consideradas como “principais ameaças” à manutenção da ordem, sujeitas à repressão das Forças Armadas caso ela fuja do controle da Polícia Militar. Diante da repercussão negativa, o governo federal editou nova portaria, retirando termos considerados agressivos, mas manteve como base normativa a repressão aos movimentos sociais.
No que tange à liberdade de informação, por exemplo, a primeira versão da portaria estabelecia que “em princípio, não deverão ser impostas restrições ao livre exercício do jornalismo, a não ser que a presença de pessoal da mídia possa comprometer o sucesso da operação”. Já a nova versão da portaria dispõe que “Deve ser resguardado o direito ao livre exercício da imprensa, excetuadas circunstâncias em que houver manifesto risco à incolumidade física dos profissionais da mídia ou da própria Operação de Garantia da Lei e da Ordem”. Ou seja, o exercício da imprensa poderá ser restringido de forma arbitrária pelas forças militares, sob pretexto de “risco à própria operação”.
Na opinião do PSOL, o documento produzido pelo Ministério da Defesa tem por objetivo constranger a população a não se manifestar, já que, em 2013, a população brasileira foi às ruas cobrar por, entre outros pontos, transporte, saúde e educação de qualidade – com o padrão FIFA, como ficou conhecido. Agora, com a justificativa de garantir que manifestações não ocorram durante a Copa do Mundo de 2014 e outros grandes eventos, o governo instala o arbítrio e põe a democracia brasileira em risco diante da possibilidade de repressão militar aos movimentos sociais.

Líder do PSOL cobra explicações do ministro da Defesa
O líder do PSOL, deputado Ivan Valente, também protocolou requerimento de informações nº 3.950/2014, cobrando explicações do ministro da Defesa, Celso Amorim, sobre a possível atuação das Forças Armadas em manifestações populares.
No documento, Ivan Valente questiona se há treinamento específico, inclusive em formação de direitos humanos, por parte das Forças Armadas em manifestações urbanas, qual o número de militares, qual o tipo de armamento letal e não letal que será utilizado e se existe previsão orçamentária para a operação chamada “Garantia da Lei e da Ordem”. O deputado quer saber ainda se, caso haja violação dos direitos humanos, existe estrutura específica, como uma ouvidoria ou corregedoria, para investigar de forma imparcial os fatos.
Ocorre que, na verdade, houve apenas algumas pequenas mudanças pontuais na nova versão da portaria, mas que não compromete a lógica de inimigo e de guerra proposta pelo documento anterior. Ou seja, as alterações foram apenas maquiagens jurídicas que não mudaram substancialmente a natureza da portaria: continuará sendo a base normativa para atuação das Forças Armadas na repressão aos movimentos sociais, em pleno desacordo com a Constituição Federal. Ainda subsistem inúmeras dúvidas e questionamentos acerca das regulamentações do Ministério da Defesa na Garantia da Lei e Ordem”, afirma Ivan Valente, no requerimento.


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Nota do PSOL e PSTU .



As direções estaduais do PSTU e do PSOL, no que tange à matéria da Zero Hora dominical, querem manifestar o que segue:

1. Os partidos políticos signatários apoiam as manifestações do nosso povo, seu protesto nas ruas, suas lutas e reivindicações;
2. Publicamente, PSOL e PSTU se manifestaram há meses, contra a tática “black bloc” e grupos afins por terem ações inconseqüentes e equivocadas, como depredações, que afastam os trabalhadores e a juventude das manifestações;
3. A matéria da Zero Hora dominical é, no mínimo, estranha: elenca uma série de “possibilidades” sem nomes, sem fatos conhecidos de todos e trata sempre de “radicais aliciadores”;
4. Ora, no imaginário popular, criado pela própria mídia, radicais são os militantes do PSOL e do PSTU, que são os únicos partidos referidos com esta “marca”;
5. Portanto, sem qualquer fundamento, a Zero Hora conta uma “história”, onde os vilões são os radicais, ou seja, PSTU e PSOL. Contudo, nós nunca ouvimos falar dos tais aliciamentos, nunca fizemos nada disso e repudiamos – se existe – tal prática;
6. Aliás, infiltrados assumidos são apenas os policiais da P2 e, suspeitos, pessoas que ninguém conhecia, violentas, possivelmente ligadas aos próprios empresários de ônibus e setores da direita para criminalizar os movimentos sociais;
7. O mais absurdo, contudo, é que nós não fomos ouvidos. Não houve contraponto, não existia a nossa opinião, o nosso lado, a nossa versão;
8. Repudiamos tal maneira de fazer jornalismo. Repudiamos, também, qualquer aliciamento, recrutamento, pagamento de infiltrados para atuar nos protestos de rua, de qualquer lado, como também não concordamos com depredações e uso de rojões em atos.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Nota do PSOL em resposta às falsas acusações da revista Veja


Diante da matéria publicada na ultima quinta-feira (13), no portal da Revista Veja, intitulada "Vereadores do PSOL financiam black bloc em manifestações", a direção nacional do partido esclarece:
 
1. O PSOL nunca financiou o grupo autodenominado Black Bloc nem quaisquer grupos que tenham cometido atos violentos. E mais, nosso partido não possui identidade com tais agrupamentos anarquistas e repudia seus métodos de ações individualistas e violentas.
 
2. As ilações feitas pelo advogado dos dois rapazes presos de que partidos políticos financiam manifestantes para promover depredações carecem de comprovação por parte do denunciante e em nada podem se referir ao nosso partido. Cabe lembrar que este advogado já defendeu o deputado estadual Natalino, um dos criminosos ligados às milícias no Rio de Janeiro.
 
3. É totalmente absurda a manchete da matéria da Veja. Os dois vereadores citados na matéria (Renato Cinco e Jeferson Moura) foram eleitos pelo partido e somente o primeiro permanece nos quadros partidários (o vereador Jeferson faz parte da Rede de Marina Silva). Afirmar que doação de 300,00 para o movimento social é financiamento de black bloc é uma ofensa à inteligência do povo brasileiro. É papel dos parlamentares, especialmente aqueles comprometidos com a defesa dos direitos do povo, auxiliar os grupos de moradores, estudantes, trabalhadores que lutam por melhorias nas condições de vida.
 
4. No caso divulgado pela revista, o valor de 300 reais é relativo à doação para a Ceia da Miséria, evento natalino promovido por movimentos sociais com os moradores de rua da Cinelândia, realizado em 23 de dezembro do ano passado. Ou seja, nada relacionado com a afirmação falsa que se tenta induzir no título da matéria.
 
5. A orquestração é clara: tentar criminalizar os movimentos sociais que lutam por seus direitos, colocando todos os seus participantes como baderneiros ou até criminosos. E tornar combativos parlamentares em cúmplices da  morte do cinegrafista da Band. E mais, é uma tentativa nítida de atacar nosso partido, primeiro na figura do deputado Marcelo Freixo, agora na pessoa do vereador Renato Cinco, visando impedir a identificação dos que lutam por seus direitos com a plataforma partidária.
 
6. O PSOL não se surpreende com estes ataques. Os brasileiros que assistiram ao filme Tropa de Elite 2 puderam ver de modo claro os mecanismos que utiliza o sistema contra os que defendem a luta contra a corrupção, os esquemas mafiosos e os interesses públicos. O filme é inspirado numa história real: a luta da CPI das milícias que foi dirigida pelo deputado Marcelo Freixo e que levou à prisão mais de 500 bandidos, entre eles inúmeros políticos, como o próprio ex-deputado Natalino citado acima.
 
7) O PSOL não tem ligação com Black Bloc, mas tem profundas ligações com as demandas apresentadas pelas manifestações que tomaram conta do país desde junho. O não atendimento destas demandas pelas autoridades, associada à constante e recorrente violência policial, é o que mantém o povo na rua lutando por seus direitos.
 
8) Nosso partido tem mais de 100 mil filiados em todo o país e milhões de amigos Brasil afora. Continuaremos conclamando todos os nossos militantes a participar das lutas de nosso povo. Continuaremos apoiando atos que reivindiquem melhoria na qualidade dos serviços públicos e denunciem os gastos abusivos nas obras da Copa e denunciaremos todas as provocações e atos irresponsáveis que apenas ajudam a repressão e afastam o povo das ruas.
 
Partido Socialismo e Liberdade - PSOL

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Nota da Executiva Nacional responde aos ataques da imprensa contra Marcelo Freixo e o PSOL

Nota da Executiva Nacional do PSOL responde aos ataques dos veículos de comunicação contra o partido.



MENTIRAS DE PERNAS CURTAS PARA ATACAR O PSOL E MARCELO FREIXO
 
Nosso partido foi surpreendido com a matéria veiculada pelo programa Fantástico (TV Globo) no último domingo e reproduzida por outros veículos de comunicação que tentam vincular o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL/RJ) ao episódio que vitimou o cinegrafista Santiago Andrade, no último dia 6 de fevereiro, durante conflito entre manifestantes e policiais na cidade do Rio de janeiro.

Desde que teve conhecimento do fato, o PSOL se solidarizou com a família do cinegrafista e se colocou a favor da apuração dos fatos. Enviamos nossas condolências à sua família. Nossa conduta foi idêntica também nos casos de agressões de policiais a manifestantes e jornalistas em episódios recentes.

Sabemos que a leviandade cometida contra Marcelo Freixo e o PSOL na referida matéria está inserida no contexto da crescente criminalização das lutas sociais. Desde as manifestações de junho a postura do Estado brasileiro, através do governo federal e dos governos estaduais, tem sido a de reprimir violentamente os participantes de manifestações, orquestrando uma constante criminalização dos movimentos sociais, enquanto – o que é mais grave ainda – ignora as principais demandas apresentadas pelos manifestantes.

Essa situação propiciou uma radicalização das manifestações e ofereceu espaço para pequenos grupos anarquistas que vislumbram como estratégia política eficaz pra transformar o mundo o ataque aos símbolos do capitalismo e das instituições.

A possibilidade de ocorrer uma fatalidade, seja através das balas da Polícia, seja através de rojões dos manifestantes, estava dada. Foi assim com o jornalista agredido pela PM em São Paulo no ano passado que perdeu a visão em um dos olhos, e agora, levando o cinegrafista da TV Bandeirantes à morte.

Nosso partido apoia de forma irrestrita o direito à livre manifestação e recrimina a postura repressiva do aparato estatal. Mas ao mesmo tempo, não concorda e nem participa de ações efetuadas por pequenos grupos presentes em alguns atos.

Por essas razões, fica evidente que a reportagem veiculada pelo Fantástico e outros veículos de comunicação foi irresponsável e leviana, transformando informações frágeis numa acusação gravíssima. A reportagem se baseia nas declarações do advogado Jonas Tadeu Nunes, que defendeu o miliciano e ex-deputado estadual Natalino José Guimarães, chefe da maior milícia do Rio de Janeiro. Justamente os milicianos que foram para a cadeia pelo trabalho da CPI presidida pelo deputado Freixo.

A intenção não poderia ser mais clara. De um lado, visa atacar nossa principal liderança no Rio. De outro, busca impingir ao nosso partido a pecha de violento, tentando frear a crescente simpatia que o povo brasileiro tem tido por seu programa, por sua combatividade e por suas candidaturas. E terceiro, mas não menos importante, é uma clara tentativa de criar um ambiente negativo para as mobilizações que questionam os abusivos gastos realizados com a Copa do Mundo.

Coincidência ou não, tal armação acontece na mesma semana na qual se tenta aprovar no Senado o PLS 499/2013 (de autoria do senador Romero Jucá, expoente da base governista) que quer criar o crime de terrorismo, numa disfarçada reedição da Lei de Segurança Nacional. Ou seja, para muitos, os inimigos são “internos” e estão espalhados pelas praças e pelas ruas protestando contra o aumento das tarifas dos transportes públicos, as remoções da Copa, a construção de Belo Monte, o assassinato de lideranças indígenas, na da Comperj e outros temas que tem levado brasileiros a protestar. Tal iniciativa dá continuidade a medidas de exceção como a Lei Geral da Copa, contra a qual apenas os parlamentares do PSOL votaram.

Nosso partido exige imediata retratação da TV Globo, para que se desfaça o prejuízo político causado com a mentirosa reportagem; queremos que os culpados pela morte do cinegrafista sejam processados e julgados e não aceitamos a criminalização das manifestações públicas.
 
Executiva Nacional do PSOL

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Primeiro programa do PSOL em 2014 vai ao ar nesta quinta-feira, em cadeia nacional de rádio e TV

O pré-candidato à Presidência pelo PSOL, senador Randolfe Rodrigues, e a ex-deputada federal Luciana Genro apresentam as linhas gerais das propostas do partido e fazem crítica à subserviência do governo ao mercado financeiro, em detrimento de investimentos na área social. No rádio o programa será transmitido às 20h e na TV às 20h30.
Leonor Costa, do site do PSOL Nacional
O Brasil inteiro terá a oportunidade de assistir na noite desta quinta-feira (06) as propostas de mudanças que o PSOL tem para apresentar ao país. Em cadeia nacional de rádio e TV vai ao ar o primeiro programa gratuito do PSOL em 2014. Nas emissoras de rádio AM e FM o programa será veiculado às 20h e nos canais abertos de televisão será transmitido às 20h30.
Durante os 5 minutos de programa – tempo definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – o pré-candidato à Presidência pelo PSOL, senador Randolfe Rodrigues, e a ex-deputada feral Luciana Genro apresentarão as linhas gerais programáticas do PSOL e as propostas de mudança que a legenda tem para apresentar ao país. Gravado em dois extremos do Brasil – no Oiapoque (extremo norte do Amapá) e no Chuí (extremo sul do Rio Grande do Sul) – o programa pretende reforçar o caráter nacional do PSOL e a sua preocupação com os problemas de todas as regiões do Brasil.
No programa, também será destacado o intenso trabalho da bancada do PSOL no Congresso Nacional, formada pelos deputados Ivan Valente, Chico Alencar e Jean Wyllys e pelo senador Randolfe, contra os ataques das bancadas fundamentalista, do agronegócio e dos grandes empresários. Nos 5 minutos não faltarão críticas à política econômica do governo, que prioriza o pagamento de juros da dívida e do superávit primário em detrimento de investimentos em programas sociais e na saúde e educação públicas.
Com um trecho gravado em Altamira, no Pará, o programa do PSOL faz, ainda, duras críticas à política do governo federal de investimento do dinheiro público em grandes construções como a da Usina de Belo Monte.

Não perca o programa do PSOL, nesta quinta-feira, 6 de fevereiro.