quinta-feira, 26 de julho de 2012

Psol veta 150 coligações sem caráter ideológico


Os diretórios municipais do Psol foram proibidos pela executiva nacional de fazer alianças com partidos como PSDB, DEM, PMDB, PR, PTB, PSD, PRB e PP, independentemente das razões que poderiam motivar as coligações. Ao todo, foram vetadas alianças em 150 cidades por representarem "um bloco conservador que sustenta o regime político atual". O presidente nacional do Psol, deputado Ivan Valente (SP), disse que o mais importante para a sigla é se afirmar como um partido de esquerda, com ideologia.
"Neste momento, estamos numa fase de afirmação partidária e ideológica. O Psol se mostra para a população como o partido que tem votado de forma diferente no Congresso Nacional. Em várias questões econômicas, no Código Florestal, com a própria Lei da Copa, o Psol foi o único que manifestou claramente sua posição contrária, estamos conquistando espaço assim", disse. Ele concorda que a restrição nas alianças impede que o partido conquiste mais espaço político, mas que "vencer a qualquer custo" não é um objetivo da sigla.
"Assim como não vamos assumir o financiamento privado das campanhas, porque não queremos ver o poder econômico influenciando na política, também não queremos que o tempo de TV continue sendo uma mercadoria. Achamos sim importante ter mais espaço na propaganda eleitoral, mas se isso for desvirtuar a identidade do Psol, preferimos ficar sem", disse ao destacar que a sigla preferiu optar por candidaturas próprias. "Temos candidatos em 23 das 26 capitais, e com chances muito fortes em pelo menos três", afirmou ao citar Rio de Janeiro, Belém e Macapá.
O líder ainda citou o exemplo do Rio, onde o deputado estadual Marcelo Freixo aparece em segundo lugar na última pesquisa do Datafolha, para defender que, embora o leque de coligações seja pequeno (apenas coligações com PSTU e PCB são bem-vindas), o Psol conta com uma "aliança com a sociedade". "A candidatura do Freixo tem recebido a adesão de muitos líderes de outros partidos, do PT, do PDT, de intelectuais, de artistas, de pessoas que estão descontentes com o modelo atual. Isso nos fortalece".
No rio Grande do Sul, foram barradas as coligações espúrias de São Lourenço do Sul e Montenegro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário